Roteiros de Vinícolas e Contatos Úteis em Mendoza

Mapa de Luján de Cuyo com dicas da Lucía

Fabiana Knolseisen, 12/03/2017

Fazer turismo em Mendoza é basicamente tomar vinho e visitar o Aconcágua. Neste post eu complemento nosso papo do programa SV#15, sobre o malbec mendocino, detalhando os roteiros, dicas e serviços que menciono lá. Sobre o Aconcágua eu falo neste post.

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Sub-regiões de Mendoza:Menu 7 passos Zuccardi

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Leste (Maipú) +/- 40km desde Mendoza (carro com motorista: US$120)

Sugestão de visita e almoço de 7 passos no restaurante Casa del Visitante (espie a foto do menu abaixo), da Familia Zuccardi. Além de vinhos pode-se aprender sobre azeites. Se vier, não deixe de provar o azeite varietal de arauco (também pode ser encontrado na cidade e até no Brasil). Tem também a Casa El Enemigo, parceria estilo let´s have fun with wine entre a Adrianna Catena (sim, a própria) e o irreverente Alejandro Virgil.

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Restô Osadía – Domínios del Plata

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Sul (Luján de Cuyo) +/- 25km desde Mendoza (carro com motorista: US$120)

O malbec daqui tem um final de grafite muito interessante. Essa região concentra uma infinidade de bodegas (a maioria das queridinhas dos brasileiros). Minha sugestão é a Dolium pelo tamanho e pelo atendimento ser feito pelo dono, com umas propostas de degustação super didáticas (vertical, com x sem barrica, comparativa de solos etc) e a Durigutti, onde você também será recepcionado pela família  Também ficam por aqui a  Achaval Ferrer, Chandon, Bressia, Catena Zapata e a Ruca Malen, onde a dica é almoçar (e reservar beeem antes).

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Sul “mais ao sul” (Valle de Uco) + de 100km desde Mendoza

Chama “vale” mas é na verdade uma região alta: os vinhedos estão a cerca de 1300m e os vinhos daqui tendem a ser mais ácidos, com melhor potencial de guarda e tem notas menos maduras, com um toque de pimentão. Mais jovem, vem atraindo enólogos moderninhos e investimentos estrangeiros. Minha dica aqui é Piedra Negra (Lurton), onde é possível comparar diretamente os clones utilizados na França e em Mendoza. Outras bodegas são a Salentein, O. Fourier (com restaurante top), Andeluna, Clos de los 7 e Ruttini.

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Sul “longe pra caramba” (San Rafael) + de 200km desde Mendoza

Só vale visitar se você estiver passando por aqui, mas vale conferir a ótima relação custo benefício da linha de vinhos Famiglia Bianchi, que vêm daqui.


Simples Vinho Por Taça

  • Antes de fechar um pacote com visitas a 4 bodegas por dia por uma semana inteira, experimente 1 dia para ter certeza de que esse “passeio maratona” faz seu estilo.
  • Os preços para o carro com motorista parecem ser tabelados. Talvez role um chorinho. Eu tratei com o Ezequiel, da Nossa Mendoza, por whatsapp (+54 9 261-9412). Você diz as bodegas que quer visitar e ele arranja até as reservas, mesmo que em cima da hora. Profissa!
  • A malbec é ótima para refletir o terroir. Experimente comparar um malbec mendocino e um patagônico, como o Humberto Canale.
  • Além dos vinhos, vale à pena aproveitar para conhecer um pouco mais sobre azeites provando alguns varietais.
  • Na hora de escolher os vinhos a trazer pra casa, confira o SV#15 e a Taça sobre a Sol y Vino.
  • Para dar uma variada na comilança e bebilança, experimente visitar o pico mais alto da América (ou pelo menos chegar a seus pés). Confira.
  • O ciclo da videira passa um “repouso invernal” entre julho e outubro, em que as plantas perdem todas as folhas e parecem galhos mortos. É bem sem graça visitar nessa época.

Comente! Além de me motivar, me ajuda a melhorar nossa viagem pelo mundo do vinho.