SV#14 – Um Passeio por Portugal

Fabiana Knolseisen, 03/02/2017

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O programa de hoje é uma viagem ao lar de mais de 200 castas autóctones, da terceira D.O. mais antiga do mundo, de paisagens declaradas patrimônio da humanidade, culinária saborosa servida em castelos medievais e capelas construídas com ossos. Portugal é tudo isso e muito mais. E fala nossa língua!

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Fonte: Wines of Portugal

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Resumão das regiões comentadas nesse programa:

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DOC VINHO VERDE: quem é verde aqui é a uva, no sentido de ser pouco madura. Por isso produz vinhos frescos, ácidos, às vezes com agulhas, pouco alcoólicos e que devem ser bebidos jovens. Chuvosa e com forte influência atlântica, destacam-se as uvas brancas Arinto, Azal, Trajadura, Loureiro e a Alvarinho (esses 100% alvarinho são mais alcoólicos e encorpados). As uvas tintas e rosadas são Alvarelhão, Amaral, Borraçal, Espadeiro e Padeiro.

Dica para experimentar: Casal Garcia Branco bem fresquinho com ceviche

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DOC DOURO E PORTO: a mais tradicional DO portuguesa e terceira mais antiga do mundo (1756) é também a mais rica em castas autóctones. Destacam-se: Tinta Barroca, Tinta Roriz (Tempranillo), Tinta Cão, Touriga Francesa e a uva ícone do país, a Touriga Nacional. Uvas brancas destacadas: Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Arinto e Viosinho. Berco do vinho do Porto, ou Oporto – vinho de sobremesa doce e fortificado (20% álcool) – produz também ótimos e tradicionais (e caros) vinhos tranqüilos, especialmente tintos.

Vinho objeto de desejo: Barca Velha

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DOC BAIRRADA: abaixo do rio Douro e perto do litoral com solo argiloso (barro) mesclado com arenoso. Uva ícone: Baga – potente com boa acidez e que vem sendo domada pelos enólogos na produção de vinhos que podem ser apreciados jovens. A uva branca destacada é a Fernão Pires (ou Maria Gomes).

Dica: DOC ideal para encontrar bom custo x benefício

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DOC DÃO: região montanhosa e de clima continental ao sul do Douro conhecida como a Borgonha portuguesa. Produz vinhos elegantes, de boa estrutura tânica e acidez média-alta à base, principalmente, da Touriga Nacional. Os brancos têm a Encruzado como principal uva e a característica de serem frescos e frutados.

Dica 1: Quinta de Cabriz, 2014 – considerado o 46o melhor vinho do mundo no ranking da WineSpectator divulgado em dezembro de 2016. Custa menos de 4 euros (em Portugal)

Dica 2: harmonização com o queijo da Serra da Estrela DOP

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DOC TEJO: bem no coração do país, é uma região ampla, com solos variados e que usa bastante castas importadas. Produz vinhos mais para o dia-a-dia eproporciona boas chances para “achados”.

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DOC LISBOA: região que inclui a capital do país na foz do rio Tejo conta com 9 sub-regiões das quais destacamos:

  • COLARES: região minúscula, de solo arenoso e sobrevivente à filoxera, casa de raros (e caros) vinhos feitos com a uva Ramisco.
  • BUCELAS: famosa pelos Charnecos – brancos frescos e cítricos feitos com a uva Arinto, que envelhecem super bem, ganhando tons dourados e aromas complexos. Muito apreciados na corte inglesa do Rei George 3o, o rei louco.

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DOC SETÚBAL: lar do bom e barato vinho regional Periquita, popular no Brasil. São típicos da região o Moscatel de Setúbal e o Moscatel Roxo.

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DOC ALENTEJO: antigo celeiro do país, é uma grande planície com 8 sub-regiões, localizada no interior e ao sul do rio Tejo. De clima continental, produz tintos potentes e brancos pouco ácidos.

Dica de turismovale a visita à sub-região ÉVORA, casa do ícone Barca Velha, da vinícola Cartuxa, premiada em 2016 como a melhor na categoria enoturismo. Évora, a 1h30 de Lisboa, é uma cidade medieval murada super charmosa com uma atração arrepiante: a capela dos ossos.

Dica de maridage: experimente um tinto com o “segredo de porco preto”.

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DOC MADEIRA: berço dos vinho madeira, fortificados doces cuja peculiaridade é serem elaborados a partir de mosto cozido.

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DOC AÇORES: arquipélago perdido no meio do Oceano Atlântico em que o clima inóspito obriga os produtores a plantarem as parreiras em currais – muros de pedra que protegem as frutas das intempéries.

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E o Licor de Merda pra provar que nao era mentira: 

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Créditos:

Deolinda: Mal por Mal

Deolinda: Parva que Sou

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