Taça: Visitar

Explore minhas dicas curtas de lugares a visitar nesta seção.

 Fabiana Knolseisen, 16/12/2017

Os vinhos nada loucos ou “difíceis de entender”: agradam ao paladar tradicional e agregam uma pitada de originalidade nas linhas premium. O único vinho da Valmarino que eu conhecia já era um dos meus brasileiros preferidos, mas quando eu fui ver o que acontece por trás das cortinas…

Além de conhecer outras criações interessantes do Marco Antônio Salton conheci também um pouco da sua filosofia original – desde o manejo do vinhedo à técnica de colheita e à vinificação pelo método Ganimede. Dá pra conferir um pouco dessa originalidade nesse programa que, não à toa, foi batizado de #SQN.

De porte médio, com produção anual de cerca de 200 mil garrafas e mais de 10 variedades de uva cultivadas em 16ha no coração da produção gaúcha de espumantes, em Pinto Bandeira. Seu vinho mais famoso é provavelmente o suculento cabernet franc, lançado apenas nos bons anos com etiqueta comemorativa do aniversário de fundação: a edição de 2017 leva o nome XX pelos 20 anos de trabalho.

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Vinhos destacados e originais

A Valmarino produz vinho para todos os bolsos e ocasiões – desde as linhas bag in box, reserva a super premium. Descrevo aqui meus destaques, já comentados no SV#34:

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Extra Brut Tinto: obter um espumante tinto é um desafio – a reunião de acidez, taninos e gás carbônico (todos agressivos ao paladar) pode ser explosiva. E esse é, de fato, um vinho ousado! Corte 50/50 de Pinot Noir e Sangiovese, maceradas com as cascas por 5 dias a 20 graus Celcius, produção pelo método tradicional e 5g/L de açúcar residual pra “dar uma amaciada” mas que quase nem se nota. Harmonização perfeita para pratos gordurosos como costela ou feijoada.

 

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Cabernet Franc: suculento e carnudo – mais parecido com um chileno que com seus conterrâneos na mesma faixa de preço. Preserva as marcas registradas da variedade (especiarias e frutas negras) bem integradas à madeira de tostado forte, marca registrada na linha premium da vinícola. Sou suspeita pra falar do meu vinho brazuca preferido…

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Espumante Extra Brut Valmarino & Churchill: corte tradicional de 90% chardonnay e 10% pinot noir, a originalidade aqui fica por conta da fermentação e maturação de 14 meses em barricas de tostado médio mais 12 meses sur lie. O resultado é um espumante delicado e marcante, perfeito para acompanhar um salmão ao molho de limão.

Esses são meus destaques. Confira na página da vinícola todo o portfólio oferecido, desde a linha bag in box, varietal, reserva e o super premium Reserva da Família >>

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Simples Vinho por Taça

        • Não é necessário agendar para fazer as degustações, que acontecem em horário comercial
        • Bom de comprar: os preços na vinícola são melhores que os do site
        • Vale provar o vinho do bag inbox e, gostando, levar pra casa: a durabilidade após aberto é bem maior que a dos vinhos de garrafa e o preço, a metade!
        • A Valmarino fica em Pinto Bandeira. Dá pra aproveitar a “pernada” e visitar também a Geisse (mas é tão pertinho do Vale dos Vinhedos que nem precisa se planejar muito)
        • Aproveite conferir o “dedinho de prosa” que eu gravei com o Marco Antônio e ouça diretamente dele as explicações sobre suas técnicas e filosofias originais aqui

Fabiana Knolseisen, 16/11/2017

Dona do único syrah no Vale dos Vinhedos, a Almaúnica é um investimento moderno (2008) mas de gente com larga tradição no Vale: os irmãos Magda e Márcio Brandelli, filhos de Laurindo Brandelli, proprietário da Don Laurindo. A proposta dos irmãos é concentrar-se na produção de vinhos finos, de boutique e obtidos exclusivamente a partir do mosto flor (aquele obtido quase sem espremer a uva), com barricas de no máximo 3 usos.

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A visita é uma aula de enologia do jeitinho que eu aprendi na escola. Quem não puder ir pode ter um gostinho neste programa. mas quem puder, não deixe de visitar: além da aula e dos vinhos caprichados, o equipamento é todo novinho, de primeira e o local super agradável. Até o final de 2018 já deve entrar em operação o restaurante com vista para o pôr-do-sol.

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Vinhos destacados:

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Quatro Castas 2014 (linha Super Premium): esse sim, provei, gostei, comprei e trouxe pra casa! Saía R$105 (em julho/2017). Composto por merlot, malbec, cabernet sauvignon e, claro, syrah, a passagem de 25 meses por carvalho americano e francês está muito bem integrada. Os aromas são bem especiados e remetem a fruta vermelha. Em boca é um vinho carnudo (13,5% de álcool), profundo, multidimensional, de longa persistência mas com taninos muito redondos, nada agressivos. Muito boa pedida!

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Syrah 2014 (linha Reserva): 20 meses de passagem por barricas muito bem integrados ao vinho – uma característica dos tintos da Almaúnica. Aromas especiados e notas de canela, côco e baunilha, corpo médio e acidez média+. Por R$85.

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Chardonnay 2016 (linha Super Premium): foi meu preferido! Bem concentrado, corpo cremoso mas acidez nítida, realçada pela mineralidade, aromas cítricos e a notável madeira, fruto dos 16 meses em barricas: pêssego, abacaxi, cravo, baunilha. Por R$85 é perfeito para acompanhar um salmão al limone.

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Simples Vinho por Taça

        • Não é necessário agendar para fazer as degustações, que acontecem em horário comercial (fecha para almoço durante a semana)
        • As visitas guiadas têm horário fixo. Consulte >>
        • Não degustei os 2 ultra premium da casa, mas cito aqui como referência: são o Syrah 8 anos (safra 2013, 24 meses em carvalho, apenas 2.150 garrafas produzidas – todas numeradas) e o Parte 2 (safra 2012, merlot D.O. Vale dos Vinhedos – com 15% de cabernet sauvignon –  e 30 meses em barricas francesas novas).
        • Também provei, da linha reserva, o cabernet sauvignon, o malbec e o merlot D.O.. Me chamou muito a atenção a acidez do Malbec, diferenciando-o dos argentinos aos quais estamos tão acostumados e distinguindo o terroir brasileiro. É uma prova interessante!

Fabiana Knolseisen, 13/04/2017

Um clã de enólogos domina a paisagem em Guatallary, sub-região no Vale do Uco em Mendoza, na Argentina. São os Michelini. 4 irmãos. Todos ávidos por obter a mais pura expressão do terroir que elegeram para também chamar de lar. Tudo começou com a Zorzal, o maior e mais comercial (tradicional pero no mucho) dos empreendimentos, comandado pelo caçula Juampi. O mais famoso talvez seja o Matías e sua etiqueta Passionate Wines. Aí tem o Gerardo, o mais velho, que comanda a Gen del Alma junto com a esposa Andrea Mufatto, também enóloga.  Aí tem a La Milonguita, uma bodega que estava inativa e que agora é tipo a casinha da árvore ou o clubinho da turma: os irmãos se juntaram a outros enólogos como Cristian Morelli, Rodrigo Reina (Viña Los Chokos), Enrique Sack (2 KM) e Marcelo Franchetti (Vinilo), compraram e recuperaram para fazerem suas estripulias. Por último mas não menos importante, tem a Superuco. O sonho materializado na forma de uma bodega octogonal e  biodinâmica onde os irmãos trabalham juntos, as parreiras estão plantadas em círculos e sem sistema de condução. Tudo muito livre. Ah, sim, já tem mais uma camada de Michelini surgindo: o filho do Gerardo, Manuel, lançou seu primeiro vinho o “Plop! [Arbolitos rosados y forma de pesar nubes]” em 2015, aos 19 anos e já arrancou 90 pontos da Wine Advocate.

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É muita gente fazendo muito vinho diferente e sempre tem novidade. A única constante é a filosofia de fazer vinhos autênticos e que falem do terroir. Levedura comercial não passa nem perto, muito ovo de cimento, co-fermentação, fermentação com as cascas e racimos (cabinhos). Eu conto mais no SV#18 e deixo aqui no post algumas dicas pra você aproveitar na próxima vez que cruzar com um vinho deles, que não são fáceis de achar no Brasil.

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Via Revolucionária Hulk (Passionate Wines): à base de semillón, uma variedade francesa que andou desvalorizada na Argentina mas vem ganhando força e é queridinha do Matías Michelini. Pensa numa limonada… só que é vinho. Assim de ácido, levedura nativa e sem filtrar, cheio de “coisinhas” boiando. Bem acessível pra começar a conhecer os caras.

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Eggo Franco (Zorzal): Cabernet franc super fino e sedoso, ácido e mineral, com muito volume em boca. Criado 1 ano em ovo de cimento. Nada a ver com os que a gente costumava ver, madurões. O irmão maior dele, Piantao 2013 ganhou 98 pontos do Descorchados. Nós degustamos este vinho na Confraria #03. Confira >>

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Seminare (Gen del Alma): melhor tinto argentino segundo o Descorchados 2017, com 99 pontos. É malbec, mas é ácido, elegante mas sem ser verde ou chocante.

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SuperUco Calcáreo: 100% malbec biodinâmico fermentado naturalmente e sem filtrar, são produzidos de forma similar mas com uvas de altitudes e terroirs distintos. Granito (1.400m), Río (1.300m) e Coluvio (1.150m). Meu preferido foi o Granito – mais elegante (o Gerardo me confessou que é o preferido dele também, mas o Guia Descorchados preferiu o Río – 97 pontos).

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Simples Vinho Por Taça:

  • Visite. Visite. Visite. Não deixe de conhecer quando for a Mendonça. Os irmãos, apesar do status de celebridade, são super gente boa e cada vinho deles é uma aula!
  • A cozinha (da SuperUco) também é orgânica.
  • Mesmo que algum vinho te choque (como o Esperando a los Bárbaros fez comigo) olhe além e veja a revolução que esses caras estão causando enquanto se divertem.
  • Eu conto de uns vinhos bem loucos da Passionate Wines no SV#18 – Supernatural. Divirta-se também!

                  

        Fabiana Knolseisen, 10/04/2017

       

Um dos enólogos argentinos mais badalados do momento e o preferido do público jovem, Matías Riccitelli é a cara de seus vinhos: une o moderno e ousado – absorvidos durante suas andanças pelo mundo do vinho – à tradição – mantendo-se fiel a sua história e raízes. Celebra esse mix em  cada detalhe de cada uma de suas criações.

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Todas as etiquetas e nomes são significativos e divertidos, desde a linha The Apple Doesn´t Fall Far From The Tree – que inaugurou seu projeto pessoal de fazer vinhos com uma declaração ao mundo de que ele faz a única coisa que poderia fazer na vida: vinhos, como bom filho de enólogo que é (a expressão em inglês the apple doesn´t fall… se traduz como “a maçã não cai longe da árvore” e equivale ao nosso “filho de peixe, peixinho é”. O pai do Matías, o Jorge Riccitelli, é enólogo chefe da Norton e foi eleito Enólogo do Ano 2012 pela Wine Enthusiast) – até o último lançamento: Riccitelli & Father – um blend de uvas, de gerações e de enólogos que nunca tinham trabalhado juntos (parceria com o pai). A etiqueta (acima) é cheia de significados.

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Simples Vinho Por Taça:

  • A bodega fica em Luján de Cuyo e eles recebem visitas sim (eu tinha dito no SV#15 que não). Agende pelo site.
  • TODOS os vinhos receberam pontuação acima de 90 dos mais renomados críticos (Robert Parker, Wine Enthusiast, Descorchados dentre outros).
  • Will Smith também é fã e fez do República del Malbec um vinho literalmente de cinema: ele incluiu uma garrafa no filme Foco Duplo.
  • Os vinhos são bem legais, mas ficam caros no Brasil. Aproveite visitar e comprar na bodega.
  • Matías Riccitelli e seus vinhos são alguns dos personagens do SV#18 – Supernatural.
Simpatia uruguaia na recepção de Viñedo de los Vientos
Fabiana Knolseisen, 10/04/2017


Não fosse pela presença da uva tannat, poderia-se pensar por um momento que estamos na Itália. Pablo Fallabrino é um uruguaio que, como tantos descendentes de italianos no Uruguai e mundo afora, se dedica a produzir vinhos. Mas com um twist. Com vários twists! Uma das visitas mais didáticas e autênticas em que já estive, Viñedo de Los Vientos é decididamente um must go.

Por que visitar ? Vejamos:

  • O skate encostado no tanque de fermentação já te indica que essa é uma bodega diferente (não é decoração, o skate é utilizado pra transportas as caixas de uvas).
  • Fallabrino se orgulha e valoriza sua ascendência italiana, fazendo vinhos que são um tributo a essa herança: uvas italianas, nomes dos vinhos e um licor inspirado nos vinhos Marsala e nos Barolo Chinato. É de tannat, mas não parece. Experiemente beeeem gelado!
  • Até onde sabemos, aqui também você vai poder encontrar o único ripasso de Tannat do mundo!
  • Há tempos flertando com mínima intervenção e outras naturebices, um fungicida é a única adição aos vinhedos (o Uruguai é muito úmido e talvez seja impossível cultivar organicamente) e em 2016 saiu Anarkia – um tannat sem adição de sulfitos e fermentado com leveduras indígenas, eleito Revelação do Ano pelo Guia Descorchados 2017.

Conheça mais sobre o trabalho do Pablo no SV#18 – Supernatural.

Conheça sem sair do Brasil: vários dos vinhos estão disponíveis por aqui! Confira.

 

           

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 Uma canjinha do Pablo nesse vídeo em Espanhol

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Simples Vinho Por Taça:

  • São 50km que você faz em 1h desde Montevidéu (mapa)
  • Pode ser uma parada estratégica na ida a Punta del Este, que fica a 1h20 da bodega.
  • Agende com a Mariana antes de ir: +598 9937 2723 (pode ser por whatsapp) ou info@vinedodelosvientos.com
  • Conheça mais da filosofia e história da bodega no website >>.

Mapa de Luján de Cuyo com dicas da Lucía

Fabiana Knolseisen, 12/03/2017

Fazer turismo em Mendoza é basicamente tomar vinho e visitar o Aconcágua. Neste post eu complemento nosso papo do programa SV#15, sobre o malbec mendocino, detalhando os roteiros, dicas e serviços que menciono lá. Sobre o Aconcágua eu falo neste post.

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Sub-regiões de Mendoza:Menu 7 passos Zuccardi

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Leste (Maipú) +/- 40km desde Mendoza (carro com motorista: US$120)

Sugestão de visita e almoço de 7 passos no restaurante Casa del Visitante (espie a foto do menu abaixo), da Familia Zuccardi. Além de vinhos pode-se aprender sobre azeites. Se vier, não deixe de provar o azeite varietal de arauco (também pode ser encontrado na cidade e até no Brasil). Tem também a Casa El Enemigo, parceria estilo let´s have fun with wine entre a Adrianna Catena (sim, a própria) e o irreverente Alejandro Virgil.

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Restô Osadía – Domínios del Plata

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Sul (Luján de Cuyo) +/- 25km desde Mendoza (carro com motorista: US$120)

O malbec daqui tem um final de grafite muito interessante. Essa região concentra uma infinidade de bodegas (a maioria das queridinhas dos brasileiros). Minha sugestão é a Dolium pelo tamanho e pelo atendimento ser feito pelo dono, com umas propostas de degustação super didáticas (vertical, com x sem barrica, comparativa de solos etc) e a Durigutti, onde você também será recepcionado pela família  Também ficam por aqui a  Achaval Ferrer, Chandon, Bressia, Catena Zapata e a Ruca Malen, onde a dica é almoçar (e reservar beeem antes).

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Sul “mais ao sul” (Valle de Uco) + de 100km desde Mendoza

Chama “vale” mas é na verdade uma região alta: os vinhedos estão a cerca de 1300m e os vinhos daqui tendem a ser mais ácidos, com melhor potencial de guarda e tem notas menos maduras, com um toque de pimentão. Mais jovem, vem atraindo enólogos moderninhos e investimentos estrangeiros. Minha dica aqui é Piedra Negra (Lurton), onde é possível comparar diretamente os clones utilizados na França e em Mendoza. Outras bodegas são a Salentein, O. Fourier (com restaurante top), Andeluna, Clos de los 7 e Ruttini.

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Sul “longe pra caramba” (San Rafael) + de 200km desde Mendoza

Só vale visitar se você estiver passando por aqui, mas vale conferir a ótima relação custo benefício da linha de vinhos Famiglia Bianchi, que vêm daqui.


Simples Vinho Por Taça

  • Antes de fechar um pacote com visitas a 4 bodegas por dia por uma semana inteira, experimente 1 dia para ter certeza de que esse “passeio maratona” faz seu estilo.
  • Os preços para o carro com motorista parecem ser tabelados. Talvez role um chorinho. Eu tratei com o Ezequiel, da Nossa Mendoza, por whatsapp (+54 9 261-9412). Você diz as bodegas que quer visitar e ele arranja até as reservas, mesmo que em cima da hora. Profissa!
  • A malbec é ótima para refletir o terroir. Experimente comparar um malbec mendocino e um patagônico, como o Humberto Canale.
  • Além dos vinhos, vale à pena aproveitar para conhecer um pouco mais sobre azeites provando alguns varietais.
  • Na hora de escolher os vinhos a trazer pra casa, confira o SV#15 e a Taça sobre a Sol y Vino.
  • Para dar uma variada na comilança e bebilança, experimente visitar o pico mais alto da América (ou pelo menos chegar a seus pés). Confira.
  • O ciclo da videira passa um “repouso invernal” entre julho e outubro, em que as plantas perdem todas as folhas e parecem galhos mortos. É bem sem graça visitar nessa época.

Fabiana Knolseisen, 04/03/2017

Sim, esse continua sendo um blog sobre vinhos mas também combinamos de falar sobre viagens, certo? Viagens relacionadas a vinho, claro! Então que tal encaixar uma aventura no pico mais alto da América do Sul entre um taça e outra em Mendoza? Excelente maridaje! Nesse post eu conto sobre a expedição curta no parque Aconcágua até Plaza Francia.

  • Quanto tempo: são 3 dias dentro do Parque Aconcágua com folga. Funciona assim: dia #1
    Mapa da expedição

    você tem chegar a Confluencia (3 horas de caminhada beeem tranquila); dia #2 é um bate-
    volta até Plaza Francia (3:40 hs ida e 2:40 volta – 5 a 6 horas no total) e dia #3 é só voltar a Confluencia. A volta é só descida e fizemos em 1:30hs. Vide foto do mapa.

  • Parte chata I: o Parque é meio longe da cidade e não tendo um grupo grande nem carro, tem que ir de transporte público. Foram 183 km em 4h na ida e intermináveis 6h na volta!
  • Parte chata II: você vai precisar de um Permiso – i.e., uma autorização para entrar no Parque que, além de cara é burocrática. Vamos lá:
    1. Registro no site do Ministério, impressão do boleto e pagamento da tarifa.
    2. Apresentação do comprovante de pagamento PESSOALMENTE no Centro de Visitantes e obtenção do Permiso.
  • Com ou sem guia? Olha, precisar de guia não precisa, já que os caminhos são razoavelmente identificáveis com facilidade (às vezes rola uma dúvida, mas não tem muito erro).
  • Vantagens do guia/agência: além do óbvio (papo com o guia local, atenção especializada/experiente e conforto de não ter que carregar barracas, comida e outras tralhas) tem desconto no Permiso. (uns 30 a 40% para latinos, dependendo da temporada).
  • Boa sacada: rola um esquema com as agências de contratar só a estrutura (barraca e alimentação) sem o guia. Reduz à metade o custo para 2 pessoas e ainda garante o desconto no Permiso. Eles não divulgam isso, tem que perguntar. A maldade é que você perde a oportunidade de fazer uma distribuição de renda porque exclui da equação o Guia, a p
    arte mais fraca.
  • Grau de dificuldade: bem razoável para uma pessoa saudável ainda que não muito fã de atividade física. Além disso, tem bastante folga de tempo, então é só ir “de espacito”.
  • Nível de (des)Conforto: bem confortável. As barracas (eu fui com a Inka Travel, mas há outras operadoras similares) são fixas tipo tenda, com beliches com colchonete, luz e até ponto para carregar o celular. Tem banheiro com descarga de verdade e banho (frio, mas perto das 14hs a água tá quase morna). A comida é excelente e rolou até um Santa Julia nos jantares! Não tem muita fruta, então quem gosta deve levar.
  • Nível de frio: um polar e um quebra vento pra vestir e um saco de dormir com nível conforto a -20 C) dão e sobram. Gorro e luva também recomendáveis.
  • Diferença do serviço “sem guia”: basicamento só não ter o guia e ter que caminhar um pouco mais, porque o busão de linha te deixa na estrada na entrada no Parque e, se tiver contratado guia, uma van te leva até o início da caminhada (uns 20 minutos de subida empoeirada)
  • Custos: 
    • os Permisos variam com a temporada, nacionalidade e se são com/sem agência. Eu paguei US$103 na baixa e com agência. Confira no site.
    • Serviços: para 2 pessoas a agência cobra mais ou menos US$1.000 com guia ou US$500 sem guia.

Simples Vinho por Taça

  • Para quem curte uma aventura, vale muito à pena. Até para dar uma quebrada na “rotina” de visitar bodega e degustar vinho dia e noite.
  • Para quem quer algo menos roots tem o passeio de 1 dia também.
  • Brad Pitt passou por aqui: o parque fez parte do cenário de gravações do filme 7 Anos no Tibet.
  • Para ir por conta e esticando a grana, use o busão. Confira os horários.
  • Curta a paisagem da janela: além da represa de Potrerillos o busão passa por várias bodegas pelo caminho.
  • Para quem se animar a fazer a expedição completa e conquistar os 6.961 m de altura do Aconcágua, aqui vai uma idéia do investimento:
    • 1 ano de preparação física, caprichando nos aeróbicos,
    • pelos menos 20 dias de férias – só no parque são 14 dias para subir e descer (dando tudo certo) e
    • cerca de 4 mil dólares contratando os serviços de uma agência. Segundo o Gastón, meu guia, qualquer pessoa saudável é capaz de alcançar o topo das Américas. Vai encarar ?
  • Comprar equipamento na Argentina não é uma idéia muito boa; os preços são iguais aos do Brasil. O pessoal de Mendoza me contou que faz bate-volta até o Chile, onde os preços são muito mais interessantes.
As magas Valentina Gatti e Analía Lazaneo
As magas Valentina Gatti e Analía Lazaneo
Fabiana Knolseisen, 31/12/2016

Decididamente, a bodega mais feminina nos arredores de Montevidéu e possivelmente a mais charmosa. Pequenininha e focada exclusivamente em uvas tintas, desse empreendimento de capital americano, mais precisamente Californiano, no Uruguai resulta esse surpreendente casamento da Zinfandel, ícone da California, com a tannat, ícone Uruguaio. A companhia da merlot garante a sobriedade ao blend mais pretensioso da casa, e um dos meus vinhos preferidos no Paisito. Em breve poderemos também conferir o que trará a caçula da casa, a cabernet franc, cuja primeira colheita acontece agora em 2017.

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A recente sensação da bodega entre os sommeliers (e todo o público que o experimenta), no entanto, é o tannat rosé. Entusiastas do rosé, as enólogas Analía Lazaneo e Valentina Gatti se esmeram na produção dessa jóia: uvas de parcelas selecionadas sao colhidas em momentos distintos e fermentadas em barricas de carvalho, garantindo assim a combinação das características que as bruxas-alquimistas desejam ver representadas nesse vinho, coincidentemente ou não, criado no distrito de Las Brujas. Os rosé costumam carregar a má fama advinda de décadas de uso de uvas de baixa qualidade na sua produção. Esse não é o caso aqui, e a degustação é obrigatória!

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Mais uma razão pra visitar, além aula de enologia proporcionada pela Analía ou a Valentina ? Os vinhos top. A bodega produz poucos e muito cuidados vinhos - seja pela seleção de uvas, uso de barricas etc. - então todos os vinhos da degustação aqui estão no quartil superior da escala de qualidade por um preco equivalente ao das bodegas maiores, que costumam compor suas degustacoes básicas com vinhos mais simples.


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Simples Vinho Por Taça:

  • Agende antes de ir falando com a Analía +598 95780629  ou a Valentina +598 94596109
  • Confira no mapa como chegar
  • Não deixe de provar o tannat rosado
  • Compare o zinfandel uruguaio com o californiano e o Primitivo de Puglia (versão italiana, original, aliás, da mesma uva)
  • Consulte por eventos especiais - como degustações verticais - nas suas datas
  • São poucos, mas há vinhos Artesana no Brasil. Se apaixone antes de ir!
  • Confira como são feitos e outras curiosidades dos vinhos disponíveis no Brasil no SV#13 com participação das enólogas

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Fabiana Knolseisen 10/11/2016

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Está em Montevidéu procurando uma bodega para visitar mas não consegue se decidir ? Tá fácil: a bodega Pizzorno é uma das mais próximas da capital e a visita é ótima! Começando pela recepção, feita pelo próprio Carlos Pizzorno, 4a geração de viticultores, ou seu filho Francisco Pizzorno. Eles fazem questão de receber pessoalmente os turistas e falam um portunhol perfeito!

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A visita é bem completa porque, apesar de pequena – cerca de 120 mil garrafas anuais – a produção é variada: tem brancos, rosés, tintos, espumantes, maceração carbônica e até um ice wine! Tudo explicado com muito carinho e profundidade aos visitantes pelo Carlos e o Francisco, que esclarecem: “nosso objetivo é agregar conhecimento, porque quanto mais se conhece, mais e melhor se aprecia nossos vinhos”.

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Ainda está em dúvida? Então pensa que, além dos argumentos que eu já dei, os vinhos são bem premiados! O tannat reserva ganhou medalha de ouro no Concurso Internacional Tannat al Mundo 2016, só para citar a última premiação. Mas tem mais: só na bodega se pode provar dois vinhos varietais experimentais, fermentados em barrica – um petit verdot e um tannat da colheita 2015, que foi show! Corre lá!

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Simples Vinho Por Taça:

  • Conheça mais sobre a maceração carbónica, com comentários do próprio Carlos Pizzorno, no SV#11 – Le Beaujolais Nouveau est arrivé
  • Há várias opções de degustação, inclusive uma com passeio de avião! Escolha a sua
  • Agende sua visita contactando por telefone +598 23689601 ou  email: visitas@pizzornowines.com
  • É possível almoçar na bodega mediante reserva prévia
  • O vinho ícone da bodega é o Primo – um blend com tannat, cabernet sauvignon, malbec e petit verdot em proporções que variam ano a ano. Vale à pena comprar na bodega (aceita cartão)
  • Se não fizer parte da sua degustação, de um jeito mas nao deixe de provar o tannat de maceración carbónica
  • Bem pertinho fica a tradicional bodega Castillo Viejo. Aproveite para visitar as duas na mesma viagem

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Fabiana Knolseisen, 25/10/2016

E no caminho, havia uma grata surpresa! Com cara de vendinha do interior mas super caprichado, o Almacén de la Capilla fica pertinho da Posada Campo Tinto – dá para ir nas bicicletas que a pousada empresta aos hóspedes – e no caminho da Bodega El Legado, que era meu destino. Gostei tanto que voltei no dia seguinte!

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A recepção pelo Diego é, eu acredito, a parte mais legal: ele vai guiando um recorrido pela bodega e explicando o processo de fazer vinho de um jeito bem “simprão” e encantador. A cava no porão, com as garrafas cobertas por teias de aranha, é outro ponto alto dessa viagem no tempo, que começa em 1855 com a vinda da família desde Gênova na Itália.

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Os vinhos Cordano são comercializados só ali na região de Carmelo mesmo. Os mais simples são vendidos a granel como antigamente: você leva sua garrafa vazia e volta com ela cheia! A linha “5ta Generación” até chega ao comércio local de Carmelo, mas a linha chamada “Almacén de la Capilla” é vendida exclusivamente ali na bodega. São vinhos jovens e vinhos de guarda, todos elaborados pela Ana Paula Cordano, a quinta geração da familía, com um carinho que salta aos olhos.

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Além dos vinhos, vale à pena degustar também outros produtos da região – queijos (o queijo colónia é bem típico e “quase” uma D.O., ou denomição de origem), azeites, azeitonas, embutidos, mel, grappamiel (bebida típica uruguaia, misto de grapa, água e mel) e os doces caseiros em compota. A vedete é a pêra ao vinho tinto. Tannat, claro!

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     Simples Vinho Por Taça:

  • São 247km desde Montevidéu (3 horas). Desde Buenos Aires são só 183km, mas toma umas 4h30 pegando o ferry rápido. O Google faz um mapa ótimo!
  • Aproveite para conhecer Colonia del Sacramento (83 km antes para quem vem de Montevidéu e parada obrigatória para quem vem de ferry desde Buenos Aires)
  • Não é necessário agendar visita. O Armazém é aberto todos os dias de 11am a 6pm. Já as degustações a Ana Paula Cordano gosta de acompanhar pessoalmente, então ela recomenda agendamento prévio. Vale WhatsApp, Facebook, email etc..
  • Pode-se optar pela degustação de 3 vinhos acompanhados de queijos da região por 20 dólares ou a versão mais completa por $25: 5 vinhos acompanhados dos queijos e fiambres e mais as famosas pêras ao vinho
  • Conheça também a Bodega El Legado
  • É possível hospedar-se numa cabana nos vinhedos. Combine com o Diego ou a Ana Paula por Whatsapp +598 99544255, email: almacendelacapilla@adinet.com.uy ou pelo Facebook
  • Curiosidade inútil: o famoso ex presidente Pepe Mujica é da família Cordano por parte materna e viveu parte da infância ali na região.